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Categoria >> Menu >> Subcategoria >> Notícias
Data:09/09/2011

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Clique na imagem abaixo para baixar a apresentação da Campanha Plantações não são Florestas! 

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"No Extremo Sul da Bahia, os impactos da monocultura de eucalipto são evidentes: há maior concentração de terras, contaminação das águas e dos trabalhadores com agrotóxicos; a redução da biodiversidade, expulsão das famílias do campo, redução das áreas de produção de alimentos, desemprego, paralisação da reforma agrária e aumento da pobreza e violência para a maioria das famílias.

 

    * 01/09/1939        +03/06/2011

 

Mesmo assim, Aracruz e Veracel estão buscando a renovação do selo verde do FSC. Marketing essencial para as vendas de celulose no mercado externo, pois representa que está tudo "perfeito" nos plantios e processos industriais das empresas no Brasil".  (Padre José Koopmans, 2010)

 

"In Southern Bahia, the impacts of monoculture eucalyptus plantations are evident: there is a greater concentration of land ownership, water contamination and workers affected with pesticides, reduction of biodiversity, expulsion of families from the land, reduction in areas for food production, unemployment , the land reform process has been paralised and poverty and violence has increased for most families.


Still, Aracruz and Veracel are seeking renewal of the FSC green certificate which is essential marketing for pulp sales in foreign markets, because it makes everything seem "perfect" in the plantations and industrial processes of companies in Brazil" (Padre José Koopmans, 2010).

 PLANTAÇÕES DE ÁRVORES NÃO SÃO FLORESTAS!!!

PLANTATIONS ARE NOT FORESTS!!!

PAREM COM AS MONOCULTURAS DE ÁRVORES!

STOP MONOCULTURE TREE PLANTATIONS

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Dia Internacional contra a monocultura de árvores!

 Declaração Internacional:

Parem a expansão das plantações de monoculturas de árvores!


No mundo inteiro, milhões de hectares de terra produtiva estão sendo transformados rapidamente em desertos verdes, apresentados sob o disfarce de “florestas”. As comunidades locais são deslocadas para deixar o caminho livre para intermináveis fileiras de árvores idênticas –eucaliptos, pinus, dendezeiros, seringueiras, jatrofas e outras espécies- que deslocam a maioria de outras formas de vida da área. As terras agricultáveis, que são cruciais para a soberania alimentar das comunidades locais, são transformadas em plantações de monoculturas de árvores que produzem matérias-primas para exportação. Os recursos aquáticos se esgotam e são poluídos pelas plantações enquanto os solos se degradam. As violações aos direitos humanos são numerosas, e vão da perda de meios de vida e deslocamento até a repressão e até casos de tortura e morte. Enquanto as comunidades sofrem em geral, as plantações resultam em impactos diferençados por gênero, onde as mulheres são as mais afetadas.

Apesar de toda a evidência disponível a respeito dos impactos sociais e ambientais negativos dessas monoculturas em países como Brasil, África do Sul, Estados Unidos da América, Indonésia, Malásia, Camboja, Colômbia e Espanha, elas continuam sendo promovidas por uma coalizão de atores que vão da FAO até as agências bilaterais, do Fórum das Nações Unidas sobre as Florestas até governos nacionais, de escritórios de consultoria até bancos privados e de desenvolvimento.

A verdadeira razão por trás das ações desses atores é simples: apossar-se das terras das pessoas para corporações que operam nos setores da celulose e do papel, da madeira, da borracha, do azeite de dendê e recentemente também do biochar (*), para que possam ter acesso a maior quantidade de matéria-prima e matéria-prima mais barata, com o fim de aumentar ainda mais seus lucros. O consumo excessivo e esbanjador dos produtos dessas plantações pelas nações no abastado Norte tem uma importante função no aumento de seu espalhamento.

Em resposta a publicidade adversa relativa aos impactos das plantações de árvores, as corporações têm lançado mão de esquemas de certificação –como por exemplo, FSC, PEFC, SFI, RSPO (**)- que lhes fornecem falsas credenciais “verdes” para poder continuar com suas atividades como sempre.

O problema tem virado mais complexo ainda com a chegada de novos atores corporativos, que visam a obter lucros com a mudança climática, promovendo falsas soluções através do estabelecimento das chamadas plantações como “sumidouros de carbono”, a promoção dos agrocombustíveis –agrodiesel e etanol de madeira- e a introdução de árvores geneticamente modificadas.

No entanto, os planos corporativos estão enfrentando crescente oposição. País trás país, as pessoas estão levantando-se para opor-se à expansão das plantações de árvores, e um movimento mundial tem estando crescendo nestes anos, reunindo as numerosas lutas locais e ajudando a elevar as vozes daqueles que sofrem por causa das plantações.

Neste Dia Internacional Contra as Monoculturas de Árvores em 2009, a mensagem é alta e clara: As plantações não são florestas: parem a expansão das plantações de monoculturas de árvores!

(*) Biochar (biocarvão): carvão que teria estado enterrado no solo, onde supostamente atuaria como adubo e depósito de carbono.


(**) FSC (Conselho de Manejo Florestal), PEFC (Programa para Aprovação de Sistemas de Certificação Florestal), SFI (Iniciativa de Manejo Florestal Sustentável), RSPO (Mesa Redonda para Azeite de Dendê Sustentável).

SignatáriosChris Lang, WRM, UK – Alemanha
Ginting Longgena, FOE-Indonésia, Indonésia
Guadalupe Rodríguez, Salva la Selva, Alemanha
Javier Baltodano, Coecoceiba, Costa Rica
Nizam Mahshar , FOE-Malásia, Malásia
Phillip Owen, Geasphere, África do Sul
Premrudee Daoroung, TERRA, Tailândia
Ricardo Carrere, WRM, Uruguai
Wally Menne, Timberwatch Coalition, África do Sul
Winfried Overbeek, Rede Alerta contra o Deserto Verde, Brasil
Lambert Okrah, Institute for Cultural Affairs (ICA), Canada 
Jutta Kill, FERN, UK - Bélgica


 

 

 


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